A História do Lean


Early Production

A manufatura tradicional se baseia na habilidade de produzir de modo eficaz altas quantidades de produtos. A produção em massa —como é conhecida— primeiro se tornou possível nos anos de 1800, quando a Springfield Armory de Massachusetts começou a utilizar peças intercambiáveis e métodos padronizados de produção.

Entretanto, a produção em massa criou um novo conjunto de problemas, a saber grandes estoques e alto potencial de obsolescência, desde que os produtos ficavam no depósito por meses e mesmo anos sem serem vendidos – problemas com os quais os fabricantes lutam ainda hoje em dia.

Outro marco ocorreu quando Henry Ford desenvolveu a linha de montagem moderna e começou a produzir o Modelo T aos milhões, pela primeira vez convertendo o automóvel em uma realidade acessível economicamente. Contudo, não havia flexibilidade na produção – todos os primeiros Modelos T eram exatamente idênticos. A piada que corria dizia que: “Você pode obter o carro em qualquer cor … desde que seja preto.”

Dando um salto rápido aos anos 1950 chegamos até Taiichi Ohno, que trabalhou para uma pequena e quase falida fábrica japonesa de automóveis chamada Toyota. Na época, a Toyota estava sob enorme pressão para reduzir os custos e aumentar a eficiência. Ohno foi aos Estado Unidos para estudar as linhas de montagem da Ford. Ele retornou ao Japão e, com seus colegas da Toyota, desenvolveu o Sistema de Produção da Toyota, amplamente considerado o modelo mais refinado de manufatura do mundo– e a fundação para a manufatura lean.

Na época em que Ohno e sua equipe desenvolviam o novo sistema de produção da Toyota, a empresa não vendia suficientes unidades de um só modelo para justificar as técnicas de produção em massa da Ford. E mais, eles não tinham recursos para adquirir o maquinário complexo considerado chave para aumento da produtividade.

Assim, eles se concentraram em incansavelmente eliminar o desperdício de tempo e de atividade em cada parte do processo de manufatura. O resultado disso foi que eles se tornaram capazes de reduzir radicalmente os custos e os prazos de entrega da produção. Eles também desenvolveram um processo que foi um marco na troca rápida de equipamentos e de linhas de produção para produzir diferentes modelos. Como resultado, a Toyota se tornou capaz de produzir uma variedade de modelos na mesma linha de produção.

Para ajudar a explicar o Sistema de Produção da Toyota aos funcionários e fornecedores, Taiichi Ohno e Eiji Toyoda criaram o gráfico “Casa da Toyota”. Eles escolheram a forma de casa por ser uma forma familiar – e que também transmitia estabilidade. O teto contém as metas primárias do SPT: qualidade superior, custo e entrega através da eliminação de desperdício.


 

Chart Titled Culture of Continuous Improvement

O Sistema de Produção da Toyota permitiu que a Toyota produzisse veículos de modo consistente, muito mais rápido e eficientemente do que seus concorrentes —uma vantagem crítica. A Toyota passou a Ford em 2004 para ficar em segundo lugar em vendas mundiais de veículos e se situou em primeiro lugar em 2007 acima do líder de muito tempo, a General Motors.

Agora, para o componente Seis Sigma do LeanSigma. Mais…